quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

HIGIENE DAS CRIANÇAS M&L

Vamos começar 2017 colocando aqui umas ideias para trabalhar bem diante da perspectiva de Música & Letramento.

O texto a seguir é Higiene das Crianças. Composição que eu fiz em  2011, trabalhado já em algumas unidades escolares desde então nas cidades do Rio de Janeiro e Belford Roxo. Foi muito bem aceito pela garota de Educação Infantil até o 3º Ano do Primeiro Seguimento do Ensino Fundamental.

Na Educação Infantil, a dica é trabalhar o jogo simbólico, a coreografia da música e a oralidade. Para o 1º Ano podemos continuar trabalhando oralidade junto ao letramento, o significado do que se começa a ler e escrever. Podemos seguir a mesma perspectiva do 1º Ano para o 2º e 3º acrescentando a exploração de uma interpretação de texto de acordo com as fases.





 Vamos ficar limpinhos,  Vamos ficar limpinhos,  Vamos ficar limpinhos,
Na higiene das crianças !

Na higiene das crianças minhas mãos eu vou lavar!
Na higiene das crianças dos cabelos vou cuidar!
Na higiene das crianças os dentes vou escovar!
Na higiene das crianças meu corpo eu vou esfregar!

Na higiene das crianças bem limpinho eu vou ficar!

 Vamos ficar limpinhos,  Vamos ficar limpinhos,  Vamos ficar limpinhos,
Na higiene das crianças !


domingo, 4 de dezembro de 2016

Bairro COLÉGIO – Dados Históricos

De acordo com meus estudos na biblioteca do bairro de Irajá, entrevista com alguns moradores antigos, conversas com os mais velhos frequentadores do Colégio Futebol Clube e conversa com responsáveis da paróquia do padroeiro do bairro (onde consegui acessar arquivos de um antigo jornal do bairro) pude fazer esse texto em 2004 sobre a história do bairro onde cresci.

Colégio (que tem fundação datada do ano de 1981) faz parte da região Irajá junto com mais sete bairros. E, essa região com seus atuais oito bairros teve origem na mais extensa das Sesmarias(terras) doadas pela coroa portuguesa aos primeiros colonizadores.

Em 1568, as terras, mais tarde transformadas em fazendas, foram doadas a Antônio de França que ali fundou o Engenho de Nossa Senhora da Ajuda. Marco histórico inicial de todos os bairros da região e também do subúrbio carioca.

Com a implantação das linhas das estradas de ferros de Northern em 1886 e Rio D’ouro, na época da proclamação da república, os núcleos sub-urbanos ganham população e formam-se pontos de comércio nas proximidades das igrejas mais importantes.

 A Estrada de Ferro Rio D’ouro foi criada em 1822 para transportar  trabalhadores e materiais para a primeira grande obra de abastecimento de água encanada do Brasil. E, o grande número de trabalhadores empregados na obra acabaram ocupando as proximidades das paradas de trens. Os loteamentos criados pela fragmentação das chácaras e fazendas fizeram surgir, ao longo das linhas, localidades conhecidas atualmente como o bairro de Colégio, entre outros. Essa Estrada tinha uma parada de trem perto de um Colégio. Ela começava em Xerém e terminava na Francisco Chá(atual Leopoldina). Algum tempo depois passou a transportar passageiros até 1948 quando foi desativada.

A origem do nome do bairro surge devido ao Colégio (casa de um professor que dava aula particulares)que existia próximo a parada de trem. E, o nome de algumas ruas são de tribos indígenas que ocupavam a localidade. Dentre elas: Caiuá, Toriba, Jurucê, Jacê...

O Colégio Futebol Clube foi fundado em 1917 e é a história viva do bairro. Pelos seus gramados passaram muitos dos nossos pais, avós e tios que encontravam no clube a opção de lazer do bairro.

A Estação do Metrô Colégio inaugurada no dia 28 de setembro de 1998 trouxe agilidade para o deslocamento dos moradores de Colégio e de bairros vizinhos tanto para o lazer quanto para trabalho e estudo.

domingo, 13 de novembro de 2016

BREVÍSSIMA REFLEXÃO DE CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA E EDUCAÇÃO


2015 –CARLOS CARVALHO

A “CONCEPÇÃO DE INFÂNCIA” FOI RETROGRADA E IMATURA
 AO CONSIDERAR CRIANÇA COMO ADULTO EM MINIATURA

E A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO MUNDIAL  
PENSOU A EDUCAÇÃO COMO ASSISTÊNCIA SOCIAL

MAS, APÓS ROUSSEAU VEIO UMA NOVA ESPERANÇA   
PSICOLOGIA ENFATIZOU O QUE É  CRIANÇA

DO GREGO: PAIDOS = CRIANÇA, NASCE  PEDAGOGIA
CIÊNCIA CADA VEZ MAIS AMPLA PRA MUDAR A VISÃO DE “TIA”

AINDA ATUALMENTE ESCOLAS DEVEM LUTAR
PARA COM O OLHAR DE ASSISTENCIALISMO ACABAR

VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO É CONSTRUÍDA 
A PARTIR DO MOMENTO QUE SE IDENTIFICA AS FASES DA VIDA

OS QUATRO ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO DE PYAGET
REFLETEM INTELIGÊNCIA, AFETIVIDADE E CONSCIÊNCIA DO SER

SENÓRIO MOTOR (percepções sensoriais, motoras), PRÉ OPERACIONAL (linguagem oral),
OPERATÓRIO CONCRETO (pensamento lógico, reversível) E OPERATÓRIO FORMAL (pensar real e ideal).

É DEVER DA FAMÍLIA, DA COMUNIDADE E DO ESTADO: 
ASSEGURAR À CRIANÇA UM MUNDO MENOS COMPLICADO

ARTIGO QUATRO DO E.C.A DIZ NÃO AO MAL
 QUANDO REFORÇA QUE É DEVER DA SOCIEDADE EM GERAL:

DIREITO À VIDA, SAÚDE, ESPORTE, ALIMENTAÇÃO,   LAZER, CULTURA, LIBERDADE E EDUCAÇÃO

DESDE QUANDO NASCEM ATÉ OS DOZE ANOS
 NÓS DEVEMOS PENSAR QUE É DE CRIANÇAS ESTAMOS FALANDO

O FUNDADOR DOS JARDINS DE INFÂNCIA? ADIVINHA?       
PERCEBIA A CRIANÇA COMO UMA SEMENTINHA

FROEBEL UM DOS PRIMEIROS A PENSAR NOS MAIS NOVOS
TÉCNICAS ATUAIS SÃO DELE BRINQUEDOS, BRINCADEIRA E JOGOS




Referências:
 Concepção de Infância , <portaldaeducacao.com.br>, Acesso em 6/11/2015, às 10h.

Chanel, Émile. Grandes Temas da Pedagogia; Ed Livraria Francisco Alves Editora, Rio de Janeiro, 1977.

Presidência da República, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990.

Aranha, Maria Lúcia Arruda – História da educação e da pedagogia geral e do Brasil – 3ª Ed. – São Paulo – Moderna. 2006.

Friedrich Froebel, o formador das crianças pequenas-<http://revistaescola.abril.com.br/>Acesso em 6/11/2015, às 10h e 30min.


20 DE NOVEMBRO NÃO É MODA É RESISTÊNCIA

Consciência amig@s!!!     Consciência negra!!!      

Hoje é um dia pra termos consciência. Rememorarmos nossas dores, nossos amores nossos sabores...

Tudo tem história e na nossa tem sentimento.
Tem feitor, tem chibata, tem sangue, tem sofrimento. Lamento...


Mas, aí! Atent@s!!!

A culinária, a música, a dança, a crença, a roupa, o cabelo, a luta, a paciência, a filosofia, a ciência...
Nada disso é moda, tudo e resistência !

Dia 20 de novembro é todo dia!

Eu disse: 
-Dia 20 de novembro DEVE SER TODO DIA!

Dias em que a consciência de quem herdou o chicote deve parar de achar que pode
 se sobrepor, de querer se impor à consciência de quem herdou a dor.

Tudo que vamos vendo e vivendo atualmente é ganho de luta dos antepassados que queriam um futuro melhor pra gente.

Eu, tu, ele, nós...
...nós não temos que ser doutores para sermos tratados como gente!
A moça que leva o lixo é gente, o carteiro é gente, o dono do bar é gente assim como o seu servente.

Alguns querem ver tronco novamente e empurram a responsabilidade da crueldade sobre a gente pra gente!!!
Eu fui escravizado, sou marginalizado, esteriotipado,  e ainda me dizem que eu me faço de coitado?!

Consciência amig@s! Consciência Irmãs e irmãos negr@s!
A falsa democracia racial prega união. E o racismo institucional prega o desespero!

A luta é grande! Não acreditam em nós. Ainda nos chamam de desalmados, não querem ouvir nossa voz???

Cabelo liso é o padrão e o crespo é esculhambação, visto como sem solução. Né não???
Cabelo ruim não, sim cabelo crespo. Ruim é o teu racismo, teu preconceito.

Black sim, soul, com muito orgulho. Não nego minhas raízes e não quero só fazer barulho.

Quero fazer você, pensar, refletir...
Quero que você tenha orgulho pra se assumir!

Não é só no dia 20 tu colocar um turbante.
Devemos ter orgulho negro a todo dia, todo instante!

E dizem que eu vejo racismo em tudo.  Conversa fiada!
 Feitores não querem largar o chicote e não querem ver racismo em nada.

E não diga que dever ser o dia da consciência humana.
Pois, isso só vai mostrar a tua essência desumana.
Pois vai estar novamente anulando minha existência.
Então, faça um favor! Se não o amor, ao menos a decência de reconhecer que fui desconsiderado pela ciência.
Queira entender que cedo eu perdi minha inocência.

Aos 10 anos de idade um negro escravizado era vendido.
Muitas vezes a mãe preta preferia que seu filho não tivesse nascido.

E hoje a molecada precisa trampar mais cedo?
Menores nos sinais e  é o silêncio que me dá mais medo!

Irmãs e irmãos pret@s e pard@s desta cidade:

Por que somos a maioria nos presídios e minoria na universidade?

Porque está racista sociedade não aprende a dividir e  assume que nos quer só para servir?!

O doutor que é contra a cota racial não quer ver estudar na sala do filho dele o filho de quem pra ele usa avental.
Então vamos parar com essa caozada de igualdade.

Pois, não acontecerá se não tivermos equidade.

A culinária, a música, a dança, a crença, a roupa, o cabelo, a luta, a paciência, afilosofia, a ciência...
Nada disso é moda , tudo e resistência !!!




quarta-feira, 6 de julho de 2016

Vivências do “ Música & Letramento” (M&L) em Vicente de Carvalho -2012/2013.

O proposto aqui é vocês(profissionais da educação) conhecerem um pouco das ações(oficinas e projetos) do Música & Letramento. A partir daí, vejam qual dessas ações podem dialogar com suas comunidades escolares e entrem em contato com   carloscarvalhomusica@gmail.com para viabilizarmos o M&L nas suas escolas. 

Em maio de 2012, o  “Música & Letramento” leva oficinas de música para alunos de terceiro ano da E.M. Sergipe dentro do projeto Cantando e Sambando Eu Aprendo a Viver!



O link abaixo retrata a experiência do “Escola de Funk”(projeto integrante do M&L) na E.M. Bolívia. Coordenação, direção, apoios, educandos, docentes. Toda escola envolvida no processo. Clica ai !!!


Seguindo com as vivências, vamos conferir o “Música & Letramento” no seu início de trabalho junto do grupo de estudantes do quinto ano da Escola Municipal Sergipe, em março de 2013.



Falando de geografia de uma forma bem mais ampla,a oficina Meu Bairro - a atividade do próximo link - valoriza a cultura local e o conhecimento prévio dos estudantes. E também relata sobre a oficina O Som do Amor. 




Curtiu?

Mande seu e-mail para:

carloscarvalhomusica@gmail.com

Cursos, oficinas, troca de experiências com estudantes e todos os profissionais de educação.







domingo, 15 de maio de 2016

Bate-papo com Edgard do Agogô


O Mestre Edgard do Agogô em seu espaço de criação.

Na manhã do dia 4 de maio estive trocando umas ideias,  falando de uma boa parte da historia do samba e da zona norte do Rio  com  Edgard do Agogô.       Diante de uma conversa  bem  descontraída com  um  camarada simples  que passou sua juventude em Irajá -  terra de  muitos outros sambista,  além de  ser o  local onde  eu    iniciei  meus estudos com instrumentos e comecei a tocar meu violão e banjo nas rodas de samba da quadra do Bohêmios de Irajá (bloco esse que Edgard também frequentou durante sua juventude).

Nascido em 1943, no Bairro de Colégio, Edgard Telles Filho, um dos fundadores do G.R.E.S Tradição, é, ao meu ver, uma figura que preserva em si tamanha importância no samba que por vezes parece não saber bem a magnitude disso diante de tanta humildade demostrada.

 Edgard relata que “(...)eu não sou criador do agogô. O agogô de 2 bocas é um instrumento afro. Eu só fiz aumentar a quantidade de sons, criei o agogô de 4 bocas, mas é a mesma coisa na hora de tocar”.

  Ele conta que chegou no G.R.E.S. Império Serrano e tocava surdo de corte com 16, 17 anos. Porém, ficava fascinado com o som agudo do agogô. Assim, como ele mesmo diz que “as coisas boas acontecem naturalmente” o agogô de 4 bocas surgia através de suas mãos.  Tal que pouco tempo depois mudaria o rumo das baterias de escolas de samba do país. Numa cronologia do samba, em 1963 se ouviam os primeiros toques do agogô de quatro bocas na Império Serrano. Em 1972 Edgard leva uma ala de agogô para a Portela e em outubro de 1984 participa da fundação do G.R.E.S. Tradição.

Naquela época íamos caminhando por esses bairros, Irajá, Vaz Lobo, Madureira, para escolas de samba e blocos da região brincar o carnaval, não tinha nem luz nas transversais da rua principal, não tinha transporte, com um surdo e um agogô você brincava a noite toda.- Lembra ele.

A bigorna onde o instrumento é afinado.

“Cada um desse que eu faço, eu estou fazendo como se fosse pra mim.” Enfatiza Edgard quanto o assunto é à busca por melhorar cada vez mais seus instrumentos, seu trabalho de artesão. Pois, ele afirma que a afinação, está na cabeça dele. Com martelinho e bigorna vai moldando até chegar na afinação pretendida, nas distâncias entre as quatro notas do instrumento.

Edgard tocando um dos desenhos do agogô.

 Já em relação a criação dos desenhos (como alguns arranjos do instrumento são chamados e tocados), ele comenta que são misturas de coisas, músicas que se ouviam nos programas de rádio da época e que ele adaptou para o instrumento trechos de umas e outras para compor arranjos que são tocados até hoje na “Sinfônica do Samba” – como é conhecida a bateria do Império Serrano.

Pra galera que curte o agogô de quatro bocas eu penso ser bom trocar uma ideia com o idealizador do instrumento e de seus toques, Edgard do Agogô. Eu não consigo mesmo dizer se tenho um instrumento favorito. Mas, acho que já deixei transparecer aí uma grande admiração pelo criador e sua criatura.


Carlos Carvalho – Música & Letramento



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

"Música & Letramento" no Seminário de Educação da Cidade de Belford Roxo 2015


Atendendo um convite da Semest, através da professora Cirlene Aguiar,  no dia 7 de outubro, tive  oportunidade de trocar experiências  com profissionais da rede Municipal de Educação  sobre o “ Música & Letramento”- M&L - em Belford Roxo. Foi uma tarde bem proveitosa onde relatei um pouco de minhas vivências desde 2011 (quando essas ideias de "Música & Letramento" começaram a surgir em minha vida) até os dias atuais.



O bate-papo foi desde temas como Identidade, Racismo, Higiene até chegarmos ao Meio Ambiente. Com gêneros musicais distintos como Rap, Funk, Samba e MPB, fui mostrando um pouco das composições e do meu caminho trilhado até então.

Frisei o que aprendi desde o início do processo:

Se é pra eles...

Deve vir deles!

Destacando o quanto tem sido importante a participação ativa dos estudantes nas atividades, nos encontros do projeto.  No dia seguinte (8/10) ao seminário, por exemplo, a prática continuou com uma forma um pouco mais envolvente de contar e cantar histórias.



Após o encontro do dia 7/10, pude refletir ainda mais sobre o  “Música & Letramento”.  E, por hora, seguimos na busca de uma definição. Será uma Tecnologia Social/Educacional? Uma forma diferente de ensinar/aprender? Um método de ensino?


Não sei o que é. Mas, tenho sim o retorno carinhoso de muitos profissionais educadores e principalmente os estudantes dizendo que é bom. E, por isso, sinceramente, pretendo continuar minhas andanças por aí pra ter ainda mais dúvidas, pensando um caminho de educação, uma prática que não afaste a garotada de sua própria cultura. 

Agradeço a toda equipe de educação do Município e todos os profissionais e amigos que fizeram daquela tarde um encontro muito bom com um super bate-papo reflexivo sobre práticas educacionais!!!

Vale destacar também que toda  equipe de profissionais da Escola Municipal Deputado Oswaldo Lima também tem culpa por receber tão bem e por dar tanto espaço  ao “Música & Letramento” – M&L.

Quer saber um pouco mais sobre o "Música & Letramento" e conhecer melhor suas práticas e canções/texto feitos especialmente para o projeto?

Entre em contato com:  carloscarvalhomusica@gmail.com


Trabalhamos diversos temas e trocamos experiências com profissionais de educação e alunos de qualquer ano de escolaridade. Da Educação Infantil ao Ensino Superior.


domingo, 18 de outubro de 2015

O PROJETO DIDÁTICO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO

A postagem de agora revela um pouquinho de minhas reflexões sobre o tema. Abaixo temos uma definição de Projeto Didático e adiante pensamentos meus cujos permeiam minhas ações pelos mais diversos lugares que passo. Reflete também minhas trocas de ideias com estudantes e docentes que vou encontrando por esses caminhos.



        
Projeto didático é um tipo de organização e planejamento do tempo e dos conteúdos que envolve uma situação- problema. Seu objetivo é articular propósitos didáticos (o que os alunos devem aprender) e propósitos sociais (o trabalho tem um produto final, como um livro ou uma exposição, que vai ser apreciado por alguém). Além de dar um sentido mais amplo às práticas escolares, o projeto evita a fragmentação dos conteúdos e torna a garotada corresponsável pela própria aprendizagem.

É bem verdade que um bom projeto didático pode dar conta de trabalhar com grupos multisseriados diante da transversalidade. Pois, a partir da definição de Projeto Didático citada acima, acessada no site da revista abril, e de acordo com o texto da página 12 do caderno 6 do Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa – PNAIC 2013, temos boa base para chegarmos a compreensão do quão se faz necessário tal tipo de trabalho na vida dos educandos. Trabalhos estes que devem, acima de tudo(por minha parte) considerar a cultura e o desenvolvimento local para serem realizados.


Portanto, seja por meio da música (como acontece muitas vezes no projeto Música & Letramento), da poesia, das artes plásticas ou cênicas, através das mais variadas manifestações artísticas que qualquer temática discutida com o grupo pode ser colocada em prática como processo e/ou produto final, culminância do mesmo.

Devemos de fato crer que um bom projeto que articule bem arte, letramento, cultura local e transversalidade, estará indo de encontro ao sucesso da práxis. Isso é, da relação ensino/aprendizagem. Vale ainda, o destaque que um projeto cuja construção da temática e das metodologias de aprendizagens acontecem de forma dialógica entre os principais atores, discentes/docentes, muito provavelmente, conseguirá alcançar resultados significativos para a aprendizagem desses atores.

Com tudo, consiste em bons meios, caminhos a serem trilhados objetivando o sucesso dos processos de alfabetização e letramento. Uma vez que tais processos, acredita-se,  em muitos momentos, são indissociáveis. Assim como devem estar indissociáveis a cultura, a realidade local da comunidade escolar.


Site consultado: <revistaescola.abril.com.br>, acesso em 18/10/2015.

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/14-perguntas-respostas-projetos-didaticos-626646.shtml



sexta-feira, 2 de outubro de 2015

"Escola de Funk" faz a banda passar em Bangu !

No dia 23 de agosto de 2012, a banda composta pelos estudantes de 5º ano do CIEP Maestrina Chiquinha Gonzaga, BE Bangu, se apresentou para a comunidade escolar. O surgimento da banda é fruto de um trabalho do gestor de projetos do BE Acari, Carlos Carvalho, que trabalhou com os estudantes a atividade conhecida como Escola de Funk. 


 Professor Carlos e os estudantes de percussão.

A ideia surgiu através de uma reunião com a professora Elisabeth Maia, responsável pelos alunos da turma 1501. A turma está trabalhando em sala de aula a música “A banda”, do compositor Chico Buarque de Holanda, que já foi trabalhada durante a apresentação teatral “O jovem Guri”. Mas dessa vez a proposta é apresentar aos estudantes a possibilidade de conhecer a origem e história do funk, ritmo musical presente na realidade destes estudantes.

O Coral ensaiando!



Os estudantes aprenderam a tocar instrumentos de percussão, criados e produzidos pelos mesmos, com materiais recicláveis que os próprios conseguiram na comunidade. Na primeira aula os alunos foram divididos em dois grupos, o grupo responsável pela percussão e o grupo que cantou a letra do funk, ao som da batida adaptada. O maestro Carlos Carvalho, começou a ministrar sua atividade contando um pouco da história dos instrumentos de percussão e ensinando a marcação básica para o desenvolvimento de qualquer música.

Em apenas três horas, “A banda” estava formada e o material produzido, precisou apenas de alguns detalhes para a apresentação. Durante toda a semana os estudantes ensaiaram a música.


 A banda passando...


Os estudantes apresentaram para os responsáveis os trabalhos realizados pelos alunos de todas as turmas. A banda contagiou a plateia, com a batida contagiante e a beleza da letra. A coordenadora pedagógica do CIEP se emocionou com a dedicação dos estudantes e agradeceu o  trabalho realizado com a turma.


“E não somente o homem sério, o faroleiro, a namorada, mas todo o CIEP esperou e se alegrou ao ver A banda passar...”



Obs: O texto é do amigo Leonardo Antunes.

Unidade de Ensino em Coelho Neto recebe o “Escola de Funk”

Olá amigos!

A matéria de blog abaixo foi postada no dia 30 de junho de 2012, no blog bairroeducador.blogspot.com.

É mais um trabalho de Música & Letramento desenvolvido.


Os estudantes do 4º ano da Escola Municipal Virgílio Francisco Monteiro, BE Coelho Neto, no final do mês de junho participaram do projeto Escola de Funk (atividade que visa ampliar o conhecimento do estudante, respeitando sua cultura local como ponto inicial), idealizado pelo gestor de projetos do Bairro Educador, Carlos Carvalho.


GP Carlos anotando as ideias sugeridas pelos estudantes

O projeto aconteceu em três encontros, e trabalhou com a temática de sustentabilidade. No primeiro, foi realizada uma roda de conversa mediada pelo GP Carlos Carvalho, que trouxe reflexões sobre os “três eres da sustentabilidade”, a história do funk e como a música poderia contribuir passando uma boa mensagem. Os estudantes participaram ainda de uma oficina de rima, entendendo como a rima é formada e produziram textos rimados sobre o tema da sustentabilidade.


Materiais reutilizados como instrumentos de percussão

No segundo encontro, foi trabalhada a questão do ritmo e as bases das batidas do funk e do hip-hop. Em seguida houve a confecção de instrumentos musicais, produzidos a partir de materiais recicláveis. Logo, as crianças perceberam a importância da reutilização de materiais como latas de leite, caixas de sabão em pó e garrafas pet, ao utilizarem no fim do encontro seus próprios instrumentos musicais.


Dança dos alunos no ritmo do MC V do rap

No último encontro, os estudantes pararam para pensar em sustentabilidade diante da música recebendo a visita do parceiro do Bairro Educador MC V do Rap (Vinícius Rodrigues). Além disso, foi realizado um concurso de passinhos ao som da percussão corporal e dos versos do MC V. Um dos estudantes da escola, MC André, compôs um rap que falava da temática da sustentabilidade: “Consciência do Mundão” e fez todos os estudantes refletirem a respeito do tema.



MC André, aluno da escola e compositor do RAP "Consciência do Mundão"

O Bairro Educador agradece e parabeniza a parceria e receptividade da unidade escolar diante com o Bairro Educador e o parceiro MC V do Rap.